
Introdução
Quando falamos de créditos judiciais, o que mais escutamos falar é sobre precatórios. Mesmo não sabendo ao certo a definição, com certeza você já ouviu falar de alguém que teve/recebeu um precatório. Mas e a RPV? Você conhece? Você sabe o que é RPV?
A RPV está no mundo dos créditos judiciais da mesma forma que os precatórios, mas seu nome não é assim tão conhecido.
RPV é abreviação de Requisição de Pequeno Valor, é “parente” bem próxima do precatório. Nesse texto vamos explicar tudo sobre ela, quando surge, qual o prazo, o valor e tudo que a envolve, como a possibilidade de venda-lá e tudo mais.
Acompanhe!
O que é RPV?
A Requisição de Pequeno Valor (RPV) é um instrumento utilizado para o pagamento de dívidas judiciais devidas pela Fazenda Pública, cujo montante não ultrapasse determinado limite definido por lei.
Trata-se de uma forma de execução contra a Fazenda Pública prevista no artigo 100, § 3º, da Constituição Federal.
Conforme o artigo 17 da Lei nº 10.259/2001, que institui os Juizados Especiais Federais, o valor máximo para as RPVs é de 60 salários mínimos.
No entanto, a Emenda Constitucional nº 62/2009 possibilitou que os entes federados (União, Estados, Distrito Federal e Municípios) estabeleçam, por lei própria, valores diferentes, desde que respeitados os limites mínimos de 40 salários mínimos para os Estados e do Distrito Federal, e de 30 salários mínimos para os Municípios.
A RPV, portanto, destina-se ao pagamento de dívidas judiciais cujo valor seja inferior a esse teto estabelecido.
Sua principal vantagem em relação aos precatórios, que são utilizados para pagamentos de valores superiores ao teto das RPVs, é a celeridade.
Pois, enquanto os precatórios demoram anos para serem pagos, as RPVs são processadas e pagas em um prazo geralmente mais curto, normalmente de até 60 dias após a expedição pelo juiz competente.
Entendendo melhor o que é RPV
Antes de tudo, imagina que você entrou na justiça contra o governo, ganhou a causa e agora está esperando para receber o que te devem.
Se essa grana não for lá aquelas coisas – digamos, menos de R$ 36 mil – você vai receber através de algo chamado Requisição de Pequeno Valor, ou RPV.
Pense na RPV como um “fast pass” da justiça. Diferente dos precatórios, que são aquelas dívidas maiores e demoram um tempão para serem pagas, as RPVs são mais rápidas. É tipo quando você pede uma pizza e ela chega em meia hora, enquanto aquele almoço de domingo na casa da vó pode demorar horas para ficar pronto.
Então, se a justiça decide que o governo te deve uma grana e essa grana é menor que o teto das RPVs, você não entra na fila dos precatórios. Em vez disso, recebe um “passe rápido” e, geralmente, o dinheiro pinga na sua conta em até dois meses. Nada mal, né?
Além disso, é importante lembrar que as RPVs variam de valor dependendo do estado, mas o conceito é o mesmo: são dívidas que o governo tem que pagar rapidinho porque não são tão pesadas assim.
Dessa maneira, as RPVs são essas dívidas menores que a justiça manda o governo pagar logo, sem enrolação. É uma importante ferramenta de acesso à justiça.

Cuidados a serem tomados:
- Verificação regular: Consulte regularmente o status da sua RPV para acompanhar qualquer mudança.
- Cuidado com golpes: Desconfie de contatos que pedem dados ou dinheiro para liberar o pagamento da RPV.
O tribunal NUNCA solicita pagamento de qualquer quantia para que você receba o seu dinheiro.
Impacto econômico e social
Impacto das RPVs na vida das pessoas:
- Alívio financeiro: Para muitos, especialmente aposentados e pensionistas, receber uma RPV pode ser um grande alívio financeiro.
- Acesso à Justiça: As RPVs permitem que pessoas com menos recursos possam resolver disputas e receber indenizações mais rapidamente.
Papel das RPVs na Administração Pública e Justiça:
- Eficiência: As RPVs ajudam a tornar o sistema de pagamento de dívidas judiciais mais rápido e eficiente.
- Confiança na Justiça: Quando o governo paga as RPVs direitinho, isso aumenta a confiança das pessoas no sistema judiciário.

Venda de RPV
Mas ainda assim, entendi o que é RPV e mesmo ela sendo mais rápida que o precatório, sei que tenho o direito e estou precisando do dinheiro urgentemente, não posso esperar. Posso vender minha RPV e ter o dinheiro na mão antes do governo me pagar?
Sim, existe essa possibilidade. É a chamada cessão de crédito. É como uma venda mesmo.
Atualmente muitas empresas oferecem o benefício de comprar o seu título e pagam o dinheiro quase que instantaneamente. Com o LCbank, por exemplo, o dinheiro está na sua conta 24h após a aprovação do contrato.
Vou te explicar como funciona, se você deseja vender, com o LCbank o processo é bem simples:
1º- Primeiro, você entra em contato com o LCbank através do nosso site, whatsapp ou redes sociais. Preenche um formulário com nome, CPF e telefone, para que nossos analistas avaliem seu processo e a viabilidade da venda.
2º – Estando tudo ok com a sua RPV, nossa equipe fará uma proposta justa e transparente, explicando todos os detalhes.
3º – Proposta aceita e assinada, em 24h o dinheiro está na conta. Simples assim!
Importante ressaltar que esse valor que você receberá é um pouco menor do que o valor total, visto que a empresa assume seus prazos e riscos. O que chamamos de deságio.
Mas mesmo que você receba um valor um pouco menor do que o total da RPV, a rapidez e a facilidade compensam para muita gente.
E além disso, evita a burocracia e a ansiedade de acompanhar o processo de pagamento.

Conclusão
Em resumo, ao considerar a complexidade e a importância dos direitos creditórios, é fundamental estar bem informado e consciente das opções disponíveis.
Desde entender os limites de valores até a possibilidade de antecipar RPV e Precatório, cada passo pode impactar diretamente o seu bolso e a sua tranquilidade financeira.
Assim, seja ao receber um pagamento por RPV ou ao optar pela antecipação com empresas especializadas, o conhecimento é a chave para tomar decisões financeiras sólidas e garantir que seus direitos sejam respeitados.
Por fim, estamos aqui para ajudá-lo nessa jornada, oferecendo informações claras e orientações úteis para maximizar o aproveitamento dos seus créditos judiciais.
Conte conosco! E para saber mais, acesse nosso blog.



